
jornalisteens e jaime lerner
Nesta noite de sábado vimos os curtas Rosas Vermelhas (amostra regional) e Subsolo (do diretor Jaime Lerner), e o longa O Menino da Porteira. Na telinha presenciamos muito impacto com todos os filmes. E depois, no bate-papo, precenciamos muita animação da parte de todos os presentes.
Jaime Lerner, “Depois que você vê o filme ali na tela, ele não é mais filho teu”, se mostrou um diretor com visão, capaz de criar um curta de várias interpretações e ainda surpreender e motivar o público à reflexão. Com três curtas e oito longas em seu currículo, o porto alegrense diz que “É interessante ver o filme em novas plateias”.
Leonardo Mecchi també se juntou a nós para o bate-papo. Crítico e diretor de cinema, quando perguntei o porquê da desmotivação brasileira para os filmes nacionais, ele não exitou e disse que “O brasileiro está acostumado ao estrangeirismo, os filmes internacionais ás vezes contam com mais dinheiro para publicidade do que os nossos filmes contam com recursos para serem feitos, e entra tambem o papel fundamental que a tv tem. Hoje, como a pessoa vê um filme? Na tv. Era obrigação que as televisões passassem filmes nacionais”.

o bate-papo
Impossível esquecer a presença de Pedro Gandolla, diretor do curta da amostra regional. Muito motivado com a produção jovem, diz apenas que o que o desmotiva são os roteiros obvios que ele encontra de jovens por ai, que temos que nos libertar mais em nossas produções, é uma questão de “pegar sua ausência e transfomar numa busca”, afirma ele. Está procurando uma frase para marcá-lo em sua mente? Lá vai: “Eu busco como artista o limite do que sou”.
A noite terminou quando o relógio badalou 23: 30. Mas com certeza ficará na memória de todos os presentes, como uma lição bem aprendida.
Luiza Chiesa





