Festival de Cinema e Meio Ambiente de Guararema

A QUEM SE DESTINA Por sua diversificada programação de filmes e debates e por seu caráter gratuito, o Festival atrai interessados de todas as idades e classes sociais, tanto de Guararema quanto de cidades vizinhas, em especial estudantes das escolas públicas e privadas da região, universitários e amantes do cinema.

E fecham-se as cortinas… 01/09/2009

Um bocadinho de tudo...

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Dia 30 de Agosto foi um domingo de mistos sentimentos: a alegria de poder realizar o trabalhado desginado à você com bom êxito, novos amigos feitos… e um bocado de tristeza: o fim do 4ª Festival. Mas sejamos positivos: acabou, porém ano que vem tem mais! E convenhamos… que Festival, hein?

Na parte da manhã, Renata, uma de nossas queridas blogueiras, foi passear de barco com uma galera e logo logo vai nos contar num post como foi. Não direi nada para não estragar a surpresa,combinado?

Balanço das ondas do rio vai, balanço das do rio vem e quando nos demos conta, o relógio dava três baladas anunciando ser 15h e também, o bate papo com os atores da Malhação Guga Coelho e Pablo Padilha. Simpaticíssimos, responderam a todos no debate e deram suas opiniões sobre os assuntos abordados.
“Cinema é mensagem, é comunicação. Gosto porque tenho prazer em contar histórias, em fazer parte delas. E num curta, ou num longa, é preciso deixar um ponto de interrogação no expectador, aguçar sua opinião” disse Pablo.

O papo com os atores estava bom, mas queríamos – e precisávamos de – mais. Já deu para ver que com as Jornalisteens, não dá pra ficar “razoável” ou “na média”, não é? Saímos dali e fomos ver a apresentação de forró com Adriano Sanfoneiro. No princípio, estavam todos quietos, tímidos. E quando nos demos conta, até os monitores dançavam, rindo, uns abraçados a outros. Adriano soube animar os expectadores de seu show e não houve um que não saiu dali com um belo sorriso do rosto.

Ao cair da noite, chegou a hora de vermos o curta-metragem produzido pela Oficina de Cinema. O tão esperado Vem cá literalmente chamou muita gente para dentro da sala, olhando atentos para a grande telona. Do gênero terrir (terror + rir), o filme tirou daqueles que o assistiam risadas, olhares atentos e até uma salva de palmas – bem merecida, afinal. Após a exibição de Vem cá, chegou a hora do resultado do vencedor da I Mostra Competitiva Regional.

“E o vencedor é…”

Acertou quem disse Rosas Vermelhas. Dirigido por Pedro Gandolla, o filme conta a história de uma senhora de 60 anos que após uma tentativa de suicídio, redescobre o sentido da vida. Alguns saíram com lágrimas nos olhos, outros até levantaram para bater palma para o encantador curta. E nada mais justo do que a aclamação merecida para um bom trabalho, não é?

Olhamos ao relógio: 22h30. Os dois últimos filmes foram exibidos (o curta Uma história de Futebol e o longa O milagre de Santa Luzia), fechando o 4º Festival com chave de ouro. É hora de abraços, beijos e despedidas. E de claro, olhar para o futuro: que venha o 5º Festival, minha gente!

Rebeca Amorim

 

Nos embalos de sábado a noite 29/08/2009

jornalisteens e jaime lerner

jornalisteens e jaime lerner

Nesta noite de sábado vimos os curtas Rosas Vermelhas (amostra regional) e Subsolo (do diretor Jaime Lerner), e o longa O Menino da Porteira. Na telinha presenciamos muito impacto com todos os filmes. E depois, no bate-papo, precenciamos muita animação da parte de todos os presentes.

Jaime Lerner, “Depois que você vê o filme ali na tela, ele não é mais filho teu”,  se mostrou um diretor com visão, capaz de criar um curta de várias interpretações e ainda surpreender e motivar o público à reflexão. Com três curtas e oito longas em seu currículo, o porto alegrense diz que “É interessante ver o filme em novas plateias”.

Leonardo Mecchi també se juntou a nós para o bate-papo. Crítico e diretor de cinema, quando perguntei o porquê da desmotivação brasileira para os filmes nacionais, ele não exitou e disse que “O brasileiro está acostumado ao estrangeirismo, os filmes internacionais ás vezes contam com mais dinheiro para publicidade do que os nossos filmes contam com recursos para serem feitos, e entra tambem o papel fundamental que a tv tem. Hoje, como a pessoa vê um filme? Na tv. Era obrigação que as televisões passassem filmes nacionais”.

o bate-papo

o bate-papo

Impossível esquecer a presença de Pedro Gandolla, diretor do curta da amostra regional. Muito motivado com a produção jovem, diz apenas que o que o desmotiva são os roteiros obvios que ele encontra de jovens por ai, que temos que nos libertar mais em nossas produções, é uma questão de “pegar sua ausência e transfomar numa busca”, afirma ele. Está procurando uma frase para marcá-lo em sua mente? Lá vai: “Eu busco como artista o limite do que sou”.

A noite terminou quando o relógio badalou 23: 30. Mas com certeza ficará na memória de todos os presentes, como uma lição bem aprendida.

Luiza Chiesa

 

 
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